estadao.com.br (© Grupo Estado - Copyright 1995-2010 - Todos os direitos reservados.)
Atualizado: 17/01/2014 10:30 | Por Ernesto Rodrigues, estadao.com.br

PM sufoca duas tentativas de rebelião em Pedrinhas em menos de 24 horas

Segundo secretaria, detentos estão insatisfeitos com a presença da polícia dentro do complexo em São Luís


Em 13 anos, homicídio cresce 460% no Estado - 1 (© Marcio Fernandes Estadão)
Próximo
Anterior
Anterior
  • Em 13 anos, homicídio cresce 460% no Estado - 1 (© Marcio Fernandes Estadão)
  • Em 13 anos, homicídio cresce 460% no Estado - 2 (© Marcio Fernandes Estadão)
  • Em 13 anos, homicídio cresce 460% no Estado - 3 (© Marcio Fernandes Estadão)
  • Em 13 anos, homicídio cresce 460% no Estado - 4 (© Marcio Fernandes Estadão)
  • Em 13 anos, homicídio cresce 460% no Estado - 5 (© Marcio Fernandes Estadão)
  • Em 13 anos, homicídio cresce 460% no Estado - 6 (© Marcio Fernandes Estadão)
  • Em 13 anos, homicídio cresce 460% no Estado - 7 (© André Dusek Estadão)
  • Em 13 anos, homicídio cresce 460% no Estado - 8 (© Marcio Fernandes Estadão)
Próximo
Marcio Fernandes EstadãoMOSTRAR MINIATURAS
1 de 9
A barbárie nos presídios do Maranhão é o ponto alto de uma crise cujos sintomas já se revelavam desde a década passada nos dados de segurança do Estado -- comandado há anos por integrantes da família Sarney. Entre os anos de 2000 e 2013, os homicídios em São Luís e na região metropolitana cresceram 460%. Foram 807 mortes em 2013. Contribuiu para a epidemia de violência o fato de o Maranhão ter a menor relação de policiais por habitante no Brasil: 1 para cada 710 moradores, proporção que em Brasília, a mais alta, é de 1 para 135 pessoas

SÃO LUÍS - A Polícia Militar e a Força Nacional conseguiram debelar uma segunda tentativa de rebelião na Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ) na noite de quinta-feira, 16. Esta foi a segunda tentativa de rebelião registrada nesta prisão em menos de 24 horas. A primeira aconteceu à tarde e também foi debelada logo no princípio. A CCPJ é uma das cadeias que fazem parte do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde 62 detentos foram mortos desde o ano passado.

Veja também:

De acordo com a Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária do Maranhão (Sejap), os presos que tentaram se rebelar estão insatisfeitos com a presença da PM no Complexo de Pedrinhas e integram o grupo que comandou os ataques a ônibus e a delegacias no dia 3 de janeiro, em São Luís, que resultou na morte de uma criança de 6 anos.

Em nota, a Sejap informou que a tentativa ocorreu no mesmo bloco onde foi debelada a primeira tentativa, ocorrida na tarde de quinta-feira: o bloco A da CCPJ.

Após a tentativa de motim, homens da Polícia Militar e da Força Nacional, com o acompanhamento da Corregedoria e Ouvidoria da Sejap, revistaram as celas da unidade.

Familiares dos presos que estavam na frente da prisão ainda chegaram a interditar o trânsito na BR-135, localizada em frente ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas, única ligação por terra entre a capital maranhense e o continente, mas a Polícia Rodoviária Federal liberou o tráfego uma hora depois do início do protesto. A PM e a Força Nacional reforçaram a segurança no local.

Entenda a crise no Maranhão:

Vídeo

mais vídeos »

MSN Brasil no Facebook

para cimapara baixo