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Atualizado: 02/05/2014 12:30 | Por Elder Ogliari, estadao.com.br

Justiça gaúcha mantém pai de Bernardo na cadeia

Madrasta também é suspeita de matar o garoto de 11 anos; corpo da vítima foi achado em matagal


Menino de 11 anos teria sido morto por pai, madrasta e amiga cúmplice em Frederico Westphalen RS - 1 (© Arquivo Pessoal Divulgação)
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  • Menino de 11 anos teria sido morto por pai, madrasta e amiga cúmplice em Frederico Westphalen RS - 1 (© Arquivo Pessoal Divulgação)
  • Menino de 11 anos teria sido morto por pai, madrasta e amiga cúmplice em Frederico Westphalen RS - 2 (© Carlos Macedo Agência RBS Estadão)
  • Menino de 11 anos teria sido morto por pai, madrasta e amiga cúmplice em Frederico Westphalen RS - 3 (© Carlos Macedo Agência RBS Estadão)
  • Menino de 11 anos teria sido morto por pai, madrasta e amiga cúmplice em Frederico Westphalen RS - 4 (© Reprodução Estadão)
  • Menino de 11 anos teria sido morto por pai, madrasta e amiga cúmplice em Frederico Westphalen RS - 5 (© Cláudio Vaz Agência RBS Estadão)
  • Menino de 11 anos teria sido morto por pai, madrasta e amiga cúmplice em Frederico Westphalen RS - 6 (© Jader Benvegnú Futura Press Estadão)
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O caso do menino Bernardo Boldrini veio à tona após o seu desaparecimento por dez dias, fato que comoveu o Rio Grande do Sul. Seu corpo foi encontrado no dia 14 de abril. O sumiço de Bernardo foi comunicado à polícia pelo pai, o médico Leandro Boldrini, de 38 anos, no domingo, 6 de abril, quando ele teria percebido que o menino não voltava depois de passar o fim de semana na casa de vizinhos.

PORTO ALEGRE – O juiz Marcos Luís Agostini, de Três Passos (RS), manteve a prisão temporária do médico Leandro Boldrini, pai do menino Bernardo Boldrini, em decisão tomada nesta sexta-feira, 2. O pedido de revogação foi feito pelo advogado Jáder Marques na quarta-feira, 30, depois de um depoimento da enfermeira Graciele Ugulini, mulher de Leandro e madrasta de Bernardo, isentar o médico de culpa pela morte do garoto. A polícia também investiga a participação de Graciele no crime.

Em sua decisão, o magistrado considerou que "não é de se estranhar que ela (Graciele) negue a participação do investigado Leandro no fato, em nítida tentativa, ao que parece, de proteger seu convivente e pai de sua filha". Além de Bernardo, do primeiro casamento, Leandro tem uma filha de um ano e meio com Graciele. O juiz sustentou, ainda, que "a revogação da prisão temporária neste momento, quando ainda estão em curso várias diligências investigativas, que estão sendo feitas em sigilo, seria medida temerária e prejudicial à completa elucidação do fato". O parecer do Ministério Público, emitido na quinta-feira, também foi pela manutenção da prisão.

Bernardo, de 11 anos, desapareceu de casa, em Três Passos, no noroeste gaúcho, no dia 4 de abril. O corpo foi encontrado em um matagal de Frederico Westphalen, a 80 quilômetros, no dia último 14. A investigação policial descobriu que na data do desaparecimento o garoto havia viajado com a madrasta. Em Frederico Westphalen, câmeras de segurança mostraram imagens do menino saindo em companhia de Graciele e da assistente social Edelvânia Wirganovicz e das duas voltando sozinhas.

A enfermeira acabou admitindo que o enteado morreu em suas mãos e considerou a ocorrência um "acidente" resultante da ingestão de calmantes que deu ao garoto. A defesa de Leandro afirma que ele é inocente. O advogado de Edelvânia reconhece que ela ajudou a ocultar o cadáver, mas nega que tenha qualquer participação no "evento morte". Os três suspeitos estão presos desde o dia 14.

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