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Atualizado: 05/02/2014 02:03 | Por Bárbara Ferreira Santos, estadao.com.br

Blocos de rua de São Paulo não poderão ter abadás

Corda também será proibida; Prefeitura vai regulamentar festa e oferecer suporte aos foliões


Os abadás e as cordas que separam os foliões que acompanham os blocos dos outros pedestres - comuns em Salvador - não poderão ser usados no carnaval de rua de São Paulo. Essa será uma das regras que a Prefeitura deve publicar nos próximos dias, por meio de decreto, para regulamentar a organização dos blocos.

"Há uma determinação para que o carnaval de São Paulo não privatize o espaço público com cordas e abadás, para não evoluir para o que aconteceu na Bahia, onde, em grande medida, o interesse comercial se sobrepujou à espontaneidade popular", afirma José Mauro Gnaspini, coordenador do Plano de Apoio ao Carnaval de Rua da Cidade de São Paulo, que, neste ano, é organizado pela Secretaria Municipal de Cultura. "Queremos fazer um carnaval espontâneo, popular, livre. Isso não significa ser amador, mas profissionalizar a festa sem precisar fechá-la."

O decreto municipal deve determinar a função de cada uma das secretarias envolvidas no projeto, entre elas as de Cultura, Saúde, Serviços, Transportes e de Governo, além da Coordenação das Subprefeituras e da SPTuris.

A Prefeitura oferecerá um suporte para os blocos de rua que não têm patrocínio, com banheiros químicos, isenção de taxa da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e acompanhamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Um estudo será feito para calcular que tipo de suporte cada um dos blocos precisará, considerando o número previsto de foliões e o esquema de concentração, percurso e dispersão.

O documento também vai prever como os blocos de rua cadastrados na Secretaria Municipal de Cultura e na SPTuris devem participar. Será definido um tempo máximo para os blocos passarem pelas vias, dentro do percurso previamente definido. O limite estipulado, segundo a secretaria, deve ser de 2 horas. "Isso para que não haja comprometimento das vias e não atrapalhe os moradores dos bairros. A gente precisa regular para tornar a experiência mais confortável."

Não haverá um circuito oficial da Prefeitura, com ruas demarcadas. Cada bloco fará seu trajeto original.

Inscrições. O cadastro dos blocos de rua na Prefeitura deve ser feito até sexta-feira, por meio do site www.carnavalderuadesaopaulo.com.br. Para os blocos que sairão na própria sexta, as inscrições devem ser feitas até o dia anterior.

Até ontem, mais de 90 blocos já haviam feito a inscrição. "Deve superar o número que esperávamos, de cem blocos inscritos, em média. Devem sair, ao todo, 200 na cidade, contando inscritos e não inscritos", afirma Gnaspini.

O número é muito superior ao de 2013, quando havia de 50 a 60 blocos, segundo cálculo da SPTuris, que organizou o carnaval de rua até o ano passado.

Quem não fizer a inscrição no prazo terá de procurar tanto a subprefeitura da área onde o bloco deve circular quanto a CET para obter autorização. A CET pode acionar a Polícia Militar no caso de blocos que não tiverem autorização prévia e obstruírem vias de grande circulação.

Mooca. A Subprefeitura da Mooca, na zona leste, fará o seu primeiro carnaval de rua no dia 22, das 14 às 20horas. Entre os desfiles previstos está o setor dos foliões-ciclistas, que vão customizar as bicicletas. Os idosos do bairro participarão de um corso carnavalesco - desfile em carros conversíveis ou abertos.

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