A Petrobras, em parceria com a Copersucar, Cosan, OTP (da Odebrecht), Uniduto e Camargo Correa, apresentou hoje a nova empresa de logística para o transporte de etanol no Brasil, que será chamada Logum. A empresa será responsável pela implantação de sistema logístico multimodal para o transporte e armazenagem de etanol, com investimentos de R$ 6 bilhões. O capital social da companhia será inicialmente de R$ 100 milhões e, segundo o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, ainda será definido que porto vai operar com a Logum.

'Acreditamos que vamos conseguir uma substancial redução de custos, tornando o etanol ainda mais competitivo', disse em entrevista à imprensa nesta tarde, no Rio de Janeiro. No projeto, a Petrobras terá 20%, a Cosan, 20%, a OTP, 20%, a Copersucar, 20%, a Camargo Corrêa, 10%, e a Uniduto, 10%.

Tarifas

A Logum deve definir nos próximos meses como serão suas tarifas para a utilização do sistema multimodal de transporte de etanol que começará a operar efetivamente em 2016. O presidente da empresa, Alberto Guimarães, já afirmou que não haverá condições diferenciadas para os sócios. 'As diferentes tarifas serão aplicadas por tempo de contrato. Ou seja, quem quiser fechar contrato no mercado spot vai pagar mais caro, do mesmo jeito que os contratos de longo prazo terão descontos maiores', afirmou.

Segundo o presidente do Conselho da Logun e membro do Grupo Cosan, Marcos Lutz, o único ganho das empresas integrantes do grupo será no lucro proporcional à sua participação na empresa e com a redução de custos utilizando este sistema integrado de transporte. 'Numa conta muito superficial, considerando uma redução média estimada de 20% dos custos, poderemos abater em torno de R$ 80 milhões anuais dos gastos da Cosan', estimou.